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Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa

Tato Campos - 16.02.2020 11:04
    

Finalmente assisti o famigerado, aclamado por muitos, criticado por outros, Aves de Rapina, um filme que me surpreendeu positivamente, talvez por ter assistido com expectativas bem baixas. Eu esperava um filme totalmente Girl Power, feminista com discussões políticas em alguma Gotham machista onde as personagens seriam como a Capitã Marvel, ou que vinham com a pregação que o filme só terminaria bem pois as personagens são femininas, mas não foi assim.

 

É um filme com uma construção interessante, como filme, uma história que foi bem contada, com início, meio e fim, com cenas de flashback e, por mais que a Arlequina tenha a pegada de vilã da Marvel, que esconde sua maldade atrás de um ideal e de vitimismo, enfrenta um vilão que é típico vilão de quadrinhos, Ewan McGregor, o Máscara Negra é um vilão que é mau por ser mau, egoísta, megalomaníaco e pensa em dominar a cidade. 

 

Com fotografia gradativa mostrando um ambiente colorido e festivo, para um tom escuro, dramático e violento, esperado de filmes da DC. Trilha sonora muito boa, bem de filme de herói, destaco a música Barracuda que foi muito bem colocada no filme. Assim como a construção do enredo, que não é dos mais fortes e marcantes, muitas vezes previsível e “fraco” por assim dizer, mas é um filme que serve para entretenimento e não pode ser levado a sério.

 

Com efeitos visuais bem feitos, cenas de lutas coreografadas mesclando a violência com câmera lenta, movimentações rápidas e porradaria solta, o filme até tem um tom pesado em uma parte, mas em sua média é um filme leve e divertido. Não é um filme que merece indicação a prêmio, por ser um filme regular e na média. 

 

A parte do Girl Power lembra mais o filme da Mulher-Maravilha, que por ter personagens fortes e que sabem lutar, vencem os capangas do vilão com facilidade. O que é um ponto positivo para o filme. 

 

O que ressalta bastante do filme é a vida da Arlequina, que vira do avesso quando ela tem a separação do relacionamento com o Coringa, ela precisa colher tudo que plantou enquanto estava com o Coringa. E creio que é o que mais chamou minha atenção, pois a personagem mesmo coloca no filme, que ela não divulgou a separação, pois quando estava com o Coringa, ela podia fazer tudo que queria, sem consequências. 

 

Na nossa vida é exatamente assim, nós sempre vivemos para satisfazer nossa vontade, até que Jesus nos encontra, nos adota e nos muda, nisso temos nossa vida espiritual despertada, logo, Deus perdoa nossos pecados, porém as consequências de nossos atos, que antes não sentíamos, todos os frutos que plantamos, vamos colher e sofrer, pois agora sentimos. 

 

Eu gosto da metáfora que nós não sentimos nada enquanto estamos vivendo longe de Deus, pois estávamos mortos, e morto não sente. Assim que a VIDA vive em nós, começamos a sentir, pois só sente quem está vivo.



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