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Enola Holmes

Enola Holmes

Tato Campos - 03.10.2020 14:28
    

Então assisti ao filme da irmã do grande detetive fictício Sherlock Holmes, e sim, ele não existiu de verdade, então não podemos falar que é um filme baseado em fatos reais, o feito chocou a internet de um jeito desesperador e engraçado ao mesmo tempo não é mesmo.

Estamos vivendo na era da informação, onde temos tanta facilidade de achar tudo que procuramos e ao mesmo tempo negligenciamos tanto a busca pela informação e conhecimento que criamos uma geração que não sabe absolutamente nada e não busca saber, apenas cria verdades universais em suas mentes pequenas e se fecham nessas bolhas de pseudoverdades que se tornam verdadeiros motivos para matar com palavras os que se opõe a isso.

Mas enfim, voltando ao filme de época que segue o desenvolvimento e busco por propósito da irmã mais nova de Mycroft e Sherlock Holmes, Enola Holmes, uma garota aventureira, que sempre estudou em casa e foi ensinada por sua mãe que ela não precisaria se encaixar nos padrões que a sociedade impunha, então cresce fora do mundo, porém ainda em uma bolha social.

Com trilha sonora bem imersiva, porém não muito marcante, faz o trabalho de ajudar na experiência imersiva cinematográfica que os streamings pretendem, de trazer uma parte do cinema para nossa casa, principalmente nesse período de cinemas fechados que, para a nossa alegria, está acabando.

O filme chega com uma fotografia muito bem feita, os cenários, figurinos e lugares que foram filmados são muito bonitos, os personagens foram muito bem montados e caracterizados. Ainda que seja engraçado ver o Superman, Geralt como Sherlock, Henry Cavill consegue ser um bom ator a ponto de tentar fazer os telespectadores não lembrarem dos personagens passados.

Millie Bobby Brown está incrível no filme, nos lembrando muito de Matthew Broderick em Curtindo a Vida Adoidado, nas quebras da quarta parede, falando com quem assiste, dando dicas e conversando sobre o que acontece no filme enquanto a história acontece.

Um filme bem família, que mostra a importância de ter uma família centrada, e o que pode acontecer quando as partes são bem distantes umas das outras. O enredo é bem interessante, sempre com um ar de mistério e é aquele tipo de filme onde tudo que acontece está interligado e tudo é importante para a conclusão da trama, então é um filme que chama a atenção e faz com que os telespectadores saibam que precisam prestar atenção em todos os detalhes, pois os detalhes são muito importantes para tudo, afinal, o filme é sobre detetives muito inteligentes que tem uma incrível linha de pensamento dedutivo, logo, quem assiste precisa estar no universo deles.

O que é interessante no filme é a proposta que os irmãos Holmes não conseguem ter relacionamentos muito saudáveis, pois são muito lógicos e dedutivos, são pessoas com QI muito alto, pensadores, mentes brilhantes, que nem família conseguem ser corretamente. Mycroft Holmes é genial na política, Sherlock Holmes, creio que nem preciso comentar sobre a genialidade de um dos maiores detetives fictícios da história literária né. E Enola Holmes, a pequena irmã que foi treinada por sua mãe e tinha um incrível potencial mental que ninguém acreditava, mas, contra o sistema, ela se ergueu como uma detetive tão boa quanto seu irmão.

Nós sempre somos pressionados por padrões humanos de perfeição, pela busca de ser aceitos por todos, e nos esquecemos de viver nossa vida, procurar nosso propósito de vida, fazer o que amamos e o que fazemos bem, buscar glorificar o nosso Criador através de nossa vida por escolha própria e não por imposição de regras ou leis.

Na carta do Apóstolo Paulo aos Romanos, achamos um ensinamento incrível de não nos amoldarmos a esse mundo, mas podemos transforma-lo pela renovação de nossa mente, pois as mudanças começam na mente. E o que Enola fala em um determinado ponto do filme é muito real “A minha vida é minha para ser vivida”. Isso é verdade, somos donos da nossa história até a entregarmos a alguém.

Agora você deve estar se perguntando “Como assim, entregar a vida pra alguém? Será que ele vai começar a pregar para mim? Em um review de filme?” Na verdade não é uma pregação e sim uma busca pelo pensamento crítico e crescimento como pessoa, pois nós temos livre arbítrio de escolher certos caminhos a serem seguidos e o principal deles é para quem eu darei a minha vida. Veja, o ser humano é feito para ter sempre alguém como senhor, em toda a história da humanidade, a busca por algo ou alguém superior sempre foi motivo para guerras, escravidões e desavenças, o fanatismo religioso é sempre motivo de argumentações.

Porém, é inegável que o fanatismo não se detém apenas no âmbito religioso, a mãe de Enola era fanática para destruir o sistema, assim como Sherlock era fanático por resolver seus mistérios, pois esse era o combustível da vida dele, assim como Mycroft era fanático por proteger o sistema, entre outros fanatismos, nós temos a escolha de entregar nossa vida ao sistema e sermos apenas mais um nos padrões mundiais, podemos também entregar nossa vida aos rebeldes, que lutam contra o sistema para tentar derrubá-lo a qualquer custo, ou ainda podemos entregar nossa vida ao caminho, a verdade e a vida, que é Jesus, o Cristo.

E Cristo pode, então, manifestar a presença do Espírito Santo em nós, trazendo luz às nossas vidas, nos libertando das amarras de um sistema que dita regras, para que, por amor, possamos seguir uma vida como seres humanos do bem, que buscam a evolução para um bem maior, sempre buscando o que é certo e não o que é fácil, sempre buscando atingir o padrão que foi colocado por Cristo, mas sabendo de nossa posição, não precisando passar a imagem de que somos perfeitos ou algo do gênero, mas sim, pessoas imperfeitas que buscam, em unidade, transformar o mundo em um lugar melhor, uma atitude e um pensamento por vez.

Faça sua escolha sabiamente!!!



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