BdQNews BdCast Vídeos Palavra Nérdica Reviews Anuncie
×
The Mandalorian

The Mandalorian

Tato Campos - 22.12.2020 15:02
    

Os assinantes do Disney+ foram apresentados ao oitavo e último episódio da segunda temporada de The Mandalorian, a série que segue Din Djarin, um caçador de recompensa que tem como missão, proteger e levar o pequeno Grogu (Baby Yoda) para os Jedi, que estão bem escassos, pois a série é ambientada após o Episódio III, com a Ordem 66 e o império ascendendo para governar a galáxia.

E com essa segunda temporada, veio algo que há um tempo não tínhamos na franquia de Star Wars, que é a esperança de algo bom, pois, depois da Disney ter comprado a franquia, e ter feito uma nova trilogia que causou várias controvérsias nos fãs antigos e novos do universo Star Wars, que é um universo muito grande.

Enquanto os fãs de muitos anos da franquia ficaram chateados com o final que a Disney mostrou com o Episódio IX, ela estava escondendo uma preciosa carta em sua manga, que foi colocada virada para baixo, como uma armadilha em Yu-Gi-Oh, Jon Favreau, o comandante da série The Mandalorian, que é ator, diretor e claramente fã da franquia Star Wars.

The Mandalorian vem com a premissa de focar em um personagem que não é protagonista da série de filmes, um caçador de recompensa, mandaloriano, que tem uma história muito boa, se assistir Star Wars – The Clone Wars e Star Wars – Rebels, mas se não assistiu, é um personagem um tanto quanto secundário, o que não é um ponto negativo, pois abre um leque de caminhos a serem seguidos.

A série mostra que a Disney continua honrando o Legado da Lucasfilm com os pontos de honra da série, todos os eastereggs da produção, todos os conhecimentos sobre a franquia colocados ali, todos os detalhes que foram os highlights de inúmeras postagens em redes sociais, seja um costume de andar em fila do povo do deserto, um droid que estava sujo e quebrado no lugar certo, ou até mesmo um personagem que reapareceu na série da melhor forma possível.

A fotografia da série está incrível, a trilha sonora também, a direção e a edição não perdem para nenhum filme e o enredo está incrivelmente bem montado, com personagens profundos, bem montados, aparições muito boas e, como mencionei, honra aos acontecimentos dos filmes. Não quero falar muito sobre o enredo, pois pode ser que dê algum spoiler aqui, e isso não é legal, pois nem todos conseguiram o acesso do Disney+, afinal, estamos no Brasil, onde os streamings não custam baratos, se formos somar todos né.

O interessante da série é que vemos uma história de amor fraternal, em meio a confrontos, tiroteios, contrabandos e muito mais, com o Império se erguendo, os Jedi quase inexistentes, um ser que é sensível a força e muito poderoso, ser protegido e guiado por um caçador de recompensa é algo, um tanto quanto bizarro. Porém ao acompanharmos a trajetória na primeira temporada, não sabíamos o que esperar da segunda temporada, e que temporada...

É pouco falar que foi uma temporada presente de natal para fãs da franquia, muitas referências às séries animadas canônicas, muitas referências ao filmes, muitos personagens amados por todos sendo citados, enfim, com características tão boas quanto a primeira, em relação a trilha sonora, fotografia, caracterização de personagens e muito mais, o que chama muito a atenção é o enredo, muito bem montado, sem vazamentos do final, que veio surpreendendo a todos, com o que aconteceu, como aconteceu, o que levou aquilo tudo a acontecer, todas as peças que se encaixaram, foi um final digno de Star Wars, trazendo redenção para a Disney e esperança para as outras inúmeras produções que eles já anunciaram para o ano de 2021 e 2022.

Tudo bem, creio que já deu para entender que gostei das duas temporadas, pois sou fã de muito tempo da franquia, e em uma postagem de redes sociais, vi que Jon Favreau disse que aprendeu, trabalhando com Kavin Feige que os fãs sólidos, ou de muitos anos, são o núcleo de sustentação de uma franquia, então todos os conteúdos que são criados para atingir novos públicos devem ser pensados com base no núcleo, o que torna a franquia grande, sem se perder no meio do caminho.

The Mandalorian não é apenas uma história de redenção ou família, não é a história normal que estamos acostumados a ver, onde o anti-herói precisa virar herói e constrói uma linha de redenção até o ponto do clímax de possivelmente matar seu líder. Vemos heróis, vemos anti-heróis, vemos anti-heróis vistos como heróis, mesmo que usam de uma força bruta para chegar a seus objetivos, vemos vilões sendo vilões mesmo. Tudo isso com aventuras espaciais, com raças novas e antigas da franquia, com lugares novos e antigos sendo revisitados.

Além disso, temos a grande questão da honra, apesar de Mando ser um caçador de recompensa, ele honra com sua vida o código dos caçadores de recompensa, o que é um dos pontos principais da série, até onde a sua cultura é honrada por você? Será que você segue algo com sua vida, ou segue algo para sua vida.

Existe uma enorme diferença nessas duas sentenças com a simples troca de uma palavra, pois se eu sigo algo para a minha vida, eu estou procurando algo que me satisfaça, algo que me ofereça o que eu quero. Porém, se eu sigo algo com a minha vida, eu procuro ser o que eu sigo, uma verdadeira causa para viver, algo que cria raízes na minha alma e espírito e é isso que vemos em Mando. 

O pensamento que quero deixar para vocês, hoje, terráqueos, é exatamente esse... Se você se diz cristão, isso é para você? Ou isso é com você? Será que temos falado e pregado que somos cristãos para alimentarmos o nosso ego e usarmos a Lei das Escrituras Sagradas a nosso favor? Usando textos bíblicos para acusar nossos irmãos? Dobrando e Revirando a Palavra divina para que as nossas vontades sejam soberanas em nosso pequeno universo de verdades criadas por nós mesmos onde o deus bíblico é apenas um servo para nós?

Ou será que temos oferecido nossa vida pela causa de Cristo? Ao entregarmos nossa vida, recebemos a dEle para que Ele viva em nós, embora sejamos podres, por termos a raiz do pecado em nós, podemos procurar viver uma busca constante pela santificação e justificação através do sacrifício de Cristo, que derramou seu sangue por nós, afim de que não tenhamos mais controle de nossas vidas, e sim ofereçamos esse controle a Ele, quem nos criou.

THIS IS THE WAY!!



LEIA MAIS SOBRE:

O Tato passou aqui e pediu para você assistir nosso último vídeo.

RECOMENDADO PARA VOCÊ!
PUBLICIDADE