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Riot, desenvolvedora do League Of Legends, é processada por discriminação

Riot, desenvolvedora do League Of Legends, é processada por discriminação

Games | Daniele Maciel - 08.11.2018 16:49
    

Uma funcionária e uma ex-funcionária da Riot Games resolveram entrar em processo contra a empresa. Ambas alegam descriminação de gênero, xenofobia e criação de um ambiente onde "o homem sempre está em primeiro lugar".

A Riot também responde outro processo por explorar a cultura sexista no seu grande sucesso, League Of Legends.

No processo consta que "como muitas funcionárias da Riot Games, as autoras [do processo] foram negadas igualdade salarial e viram que as carreiras estavam restritas porque são mulheres. Além disso, as autoras tiveram as condições de trabalho impactadas negativamente pelo contínuo assédio sexual, má conduta, e tendenciosidade que predomina no ambiente de trabalho sexualmente hostil da Riot Games".

A Riot também foi acusada de infringir as leis do estado da Califórnia, local onde a sede da empresa se encontra. A lei diz que deve haver igualdade salarial e uma política contra discriminação de gênero no ambiente de trabalho, e as funcionárias envolvidas estavam buscando compensação de salários não-pagos, danos, e outras penalidades, com a quantia exata a ser determinada na corte.

Jessica Negron, co-autora do processo, alegou que, assim que foi contratata, a gerente dela demitiu-se e Negron foi promovida a gerente, mas não teve um aumento em compensação do cargo. Ela disse que embora ela tivesse se expressado e requerido uma mudança oficial, "três homens foram contratados no lugar, um depois do outro", e ela nunca foi entrevistada ou escutada.

Jessica Negron também alega que em apenas um mês, ela contou que os colegas masculinos na Riot usaram a palavra 'dick' (pênis) mais de 500 vezes, e que um dos supervisores dela disse que "diversidade não deve ser um ponto central no design dos produtos da Riot Games porque a cultura de games é um dos últimos locais seguros para jovens adolescentes brancos".

A outra autora do processo, Melanie McCracken, está na Riot desde 2013, e disse que "os recursos humanos falharam em manter a reunião confidencial e vazou a informação ao supervisor". Ela assumiu uma nova posição em 2015 e o antigo supervisor foi promovido à uma posição sênior em 2016. Ela então recebeu uma contagem regressiva de cinco meses para encontrar uma nova posição ou então ser demitida.

Você pode conferir o processo completo (em inglês) aqui.

A Riot Games é desenvolvedora do jogo mais jogado no mundo, League Of Legends.



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